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VEJA A PRIMEIRA PARTE DA MONOGRAFIA DE ALTERACOES DO LIQUIDO AMNIOTICO
Técnica dos dois diâmetros de um lago.
Constitui uma variação da do "Lago" único. Consiste em identificar o "lago" maior de líquido amniótico, medindo sua dimensão vertical e horizontal e multiplicando estes valores. Quando o valor obtido for menor de 15 cm2 se considera como um Oligoamnios e um poli-hidramnios se o valor obtido for maior de 50 cm2.Esta técnica constitui uma alternativa às dos quatro quadrantes ou à do "lago" único.
Medida dos quatro quadrantes (Índice de Líquido Amniótico).
Determina-se dividindo o útero em quatro quadrantes por duas linhas: uma vertical e outra horizontal através do umbigo. Calculam-se os diâmetros verticais dos lagos maiores em cada quadrante e se somam todos os valores, obtendo-se o ILA. Quando o tempo de gravidez for menor que 20 semanas o índice da se limita à soma do maior à direita e esquerda da linha média.
É uma técnica rápida que dá uma melhor valoração do que a do lago único. Mudanças na posição fetal e variações do volume do líquido amniótico segundo a idade gestacional podem limitar o valor desta técnica. Proporciona uma medida semi-quantitativa do volume de líquido amniótico que pode permitir avaliações sucessivas do mesmo.
Problemas relacionados com o líquido amniótico: Poli-hidramnios e Oligohidramnios
POLIHIDRAMNIOS
O Polihidramnios é um transtorno no qual a quantidade de líquido amniótico que circunda ao feto é excessiva (superam os 2.000 ml). Apresenta-se aproximadamente entre 3 e 4 por cento de todas as gravidezes. Também se denomina hidramnios.
A quantidade excessiva de líquido amniótico pode fazer com que o útero da mãe se distenda demasiado e isto pode ocasionar um trabalho de parto prematuro ou a ruptura prematura das membranas (do saco amniótico). Quando se rompe o saco amniótico, as grandes quantidades de líquido provenientes do útero podem aumentar o risco de desprendimento da placenta (separação prematura da placenta) ou de prolapso do cordão umbilical (quando o cordão atravessa o pescoço uterino), o que pode ocasionar sua compressão.
Causas
A causa de polihidramnios é diversa, mas é possível classificá-la da seguinte maneira:
Fatores Idiopáticos (desconhecidos) - 60%
Fatores maternos (5%):
Diabete mellitus
Fatores fetais (26,5 %):
19% se vincula com anomalias fetais congênitas como:
Defeitos do tubo digestivo (39%), (o mais frequente Atresia Duodenal).
Defeitos do sistema Nervoso central (anencefalia, encefalocele, espinha bífida) (25%)
Defeitos cardiovasculares (22%)
Defeitos das vias urinárias (13%)
Infecção congênita (adquirida durante a gravidez)
Anormalidades cromossômicas
7.5% se associa com gravidez múltipla
Diagnóstico Clínico:
Paciente com crescimento uterino maior que o esperado para a idade gestacional, dificuldade à palpação das partes fetais e a auscultação da FCF. Em casos agudos presença de dispnéia, dor abdominal, sensação de sobre distenção uterina e edema (abdômen, vulva, extremidades).
Ecografia como meio diagnóstico (confirma e descarta que não sejam gêmeos).
Tratamento
•Segundo etiologia.
•Monitoramento rigoroso da quantidade de líquido amniótico e consultas de seguimento.
•Cirurgia em atresias, espinha bífida e onfalocele.
•Os anencefálicos são incompatíveis com a vida e são os que produzem maiores volumes de líquido amniótico), terminar gravidez.
•Administração de indometacina: diminui o fluxo plasmático renal do feto então urina menos. Não se pode usar além das 32 semanas porque produz fechamento prematuro do conduto arerial o qual traz HTP via oral 26 mg cada 6 hs por 7 dias ou retal em supositórios um por noite por 3 dias. Ademais, um muito bom útero-inibidor.
•Se não se pode fazer o tratamento farmacológico se pode fazer amniocentese da 200 ml por vez para evitar desprendimento de placenta ou ruptura de bolsa.
•Parto (se as complicações põem em perigo o bem-estar do feto ou da mãe, é possível que seja necessário um parto prematuro)
Complicações
Desprendimento de placenta: Ameaça de parto prematuro, ruptura das membranas.
O risco mais grave é a atonia uterina pos-parto, que ao estar tão desacopladas as fibras musculares do útero, não podem contrair-se produzindo hemorragias puerperais muito importantes. O segredo esta em que uma vez diagnosticado o polihidramnios com o bebe a termino romper a bolsa fazendo com que o liquido saia muito devagar e vendo que o bebe se encaixe bem.
OLIGOHIDRAMNIOS
O oligohidramnios é um transtorno no qual a quantidade de líquido amniótico que circunda ao feto é insuficiente. Deve-se na maioria dos casos, a uma insuficiência placentária com diminuição do fluxo sanguíneo placentario.
Apresenta-se em aproximadamente em 4 por cento de todas as gravidezes. Define-se oligohidramnios como um índice de líquido menor de 5 cms por ILA.
O líquido amniótico é importante para o desenvolvimento dos órgãos do feto, especialmente os pulmões. A quantidade insuficiente de líquido durante períodos prolongados pode ocasionar um desenvolvimento anormal ou incompleto dos pulmões chamado hipoplasia pulmonar.
A restrição do crescimento intrauterino também está relacionada com as quantidades reduzidas de líquido amniótico. O oligohidramnios pode ser uma complicação no momento do parto, aumentando o risco de compressão do cordão umbilical e de aspiração de mecônio espesso.
Causas
Existem várias causas do oligohidramnios. Geralmente, está ocasionado por transtornos que inibem ou reduzem a produção de líquido amniótico. Os fatores relacionados com o oligohidramnios incluem os seguintes:
•Ruptura prematura de membranas.
•Retardo do crescimento intrauterino.
•Gravidez fora de termo.
•Defeitos congênitos, especialmente malformações dos rins e do trato urinário.
•Síndrome transfusional gêmeo-gêmeo.
Diagnóstico
Clínico: Altura uterina menor à que corresponderia à idade gestacional, as partes fetais são muito fáceis de apalpar por Leopold, a auscultação é muito boa os movimentos do bebe estão diminuídos, a mãe se tem contrações, são muito dolorosas.
Ecográfico: (corrobora a clínica)
Tratamento do oligohidramnios
Leve moderado: depois de 26 semanas antes das 34 semanas e perfil biofísico normal, tratamento ambulatório: administração de indutores da maturidade pulmonar fetal, líquidos, proteínas, vitaminas, repouso, realizar provas de perfil biofísico, contagem de movimentos fetal.
Segundo etiologia.
Durante o trabalho de parto se pode fazer amnioinfusão (por via transvaginal e por meio de uma sonda que chega à cavidade amniótica e lhe oferece solução fisiológica) o que permite que durante o trabalho de parto não diminuam os batimentos cardíacos do bebe e possa haver um parto normal diminuindo o risco de cesárea, ainda que tem pouco uso.
Severo: rendimento imediato, administração de líquidos parenterais, amnioinfusão, indutores da maturação pulmonar fetal, em caso de prematuridade, perfil biofísico, e interrupção da gravidez se o perfil biofísico der igual ou por abaixo de seis ou há dados de maturidade pulmonar fetal.
* Se a gravidez é a termo, realizar prova de estresse à oxitocina, se há condições para parto vaginal em sua ausência interromper a gravidez via alta.
* Gravidez maior de 35 semanas com peso fetal maior de dois quilos se prefere terminar a gravidez.
Complicações:
1. Compressão da cabeça fetal e do cordão umbilical.
2. Sofrimento fetal.
3. Presença de mecônio em líquido amniótico.
4. Infecção corioamniótica.
5. Incremento da morbidez e mortalidade perinatais.
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